O advogado que representa a empresa dona do caminhão envolvido no acidente esta semana no Contorno Norte, em que duas pessoas morreram, diz que a falta de sinalização provocou a tragédia.
O acidente aconteceu na terça-feira, 25. Um caminhão bitrem carregado com areia bateu contra outros três veículos numa das pistas do Contorno Norte. Um dos veículos atingidos era um caminhão basculante em operação numa obra de manutenção do pavimento.
Imagens mostram o caminhão bitrem se aproximando. Ele parece não conseguir frear e atinge com tudo os veículos que estavam parados numa das pistas onde ocorria a obra. Os veículos pegaram fogo e o motorista do caminhão bitrem morreu.
Uma passageira do caminhão basculante foi ejetada e também morreu. Graziele Palma era técnica de enfermagem, moradora de Campo Mourão, e naquele dia acompanhava o marido, que trabalhava na obra. Já o marido de Graziele se feriu e foi hospitalizado.
O advogado que representa a empresa dona do caminhão bitrem, Edson Gobi, diz que faltou sinalização no local. Segundo Gobi, o motorista do caminhão nunca levou uma multa por excesso de velocidade. Ele não teria conseguido frear porque o caminhão estava carregado e porque só viu o trecho em obra quando estava perto demais.
Edson Gobi afirma que a tragédia foi provocada porque não havia sinalização adequada.
Esse motorista conduzia o veículo da empresa nessa rodovia e essa rodovia está sendo reparada. Está sendo feito recapamento, está sendo feita manutenção. E a empresa na qual presta serviço, ela obstruiu metade da pista, mas não colocou nenhum tipo de sinalização, afirma Edoson Gobi
A CBN entrou em contato com o Departamento de Infraestrutura de Transportes (Dnit), responsável pela manutenção das estradas federais. Em nota, o Dnit informou que o limite de velocidade naquele trecho é de 60 km/h e que todas as obras seguem rígidos protocolos de sinalização e segurança. Informação GMC-ONLINE
Novas imagens divulgadas nesta quarta-feira (26) mostram por outro ângulo o grave acidente ocorrido no Contorno Norte de Maringá, na BR-376, que resultou na morte de duas pessoas. A colisão envolveu uma carreta bitrem, dois caminhões, uma máquina de asfalto e um automóvel.
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As vítimas foram identificadas como Maycon Rodrigo dos Santos Barboza, de 40 anos, e Graziele Regina Palma, de 41 anos. O corpo de Graziele já foi liberado e será sepultado em Campo Mourão. Já o corpo de Maycon passará por exames de DNA antes da liberação, um processo que pode levar de três a seis meses.
Dinâmica do acidente
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente aconteceu por volta das 13h13 no km 3 da BR-376. No momento do impacto, a rodovia passava por obras de manutenção asfáltica, com a faixa da direita interditada e o tráfego fluindo apenas pela faixa da esquerda.
A PRF informou que, devido à redução da velocidade no trecho, formou-se uma fila de veículos. A carreta bitrem, carregada com areia, seguia pelo local quando, ao perceber o trânsito lento à frente, tentou desviar para a direita para evitar uma colisão com um caminhão-tanque. No entanto, o veículo não conseguiu frear a tempo e atingiu os caminhões parados na obra, provocando um incêndio.
Os ocupantes do primeiro caminhão atingido ficaram gravemente feridos. O condutor sofreu lesões severas e a passageira, Graziele Palma, foi arremessada para fora do veículo, falecendo no local. O motorista da carreta bitrem, Maycon Barboza, ficou preso na cabine e morreu carbonizado.
Um quinto veículo, um Ford Ecosport que estava parado na fila, foi parcialmente danificado pelas chamas.
Interdição e investigação
A rodovia foi totalmente interditada no sentido Sarandi, entre os km 0 e 9 do Contorno Norte.
A Polícia Científica e a PRF continuam investigando as causas do acidente, analisando as imagens e depoimentos para esclarecer a dinâmica exata da colisão.