Pelo menos desde 1950, quando a Copa do Mundo foi pela primeira vez realizada no Brasil, a seleção brasileira sai apontada como uma das favoritas. O futebol brasileiro é respeitado no mundo inteiro, mais até do que internamente. A Copa do Mundo do Qatar, a primeira a ser realizada no fim do ano, época em que as temperaturas estão mais amenas, tem alguns favoritos destacados, outros correndo por fora e o atual número um do ranking da FIFA, o Brasil.
Nas Eliminatórias Sul-americanas não teve para ninguém, o selecionado brasileiro, de fato, sobrou. A competição parecia desigual, o escrete canarinho terminou invicto com quarenta e cinco pontos, depois de quatorze vitórias e três empates. Ocorre que muitos cronistas esportivos atentam para a qualidade das equipes participantes, e apontam a falta de embate com seleções, principalmente europeias, na preparação da seleção brasileira, para melhor apurar o quanto poderoso é o Brasil neste momento.
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Não obstante, a seleção de Tite não deixa de ser colocada como a principal candidata ao título no Qatar. Depois de vinte anos, quando conquistamos o pentacampeonato, a chance é real, mas não será nada fácil. Dia 24 de novembro de 2022 abre a participação brasileira na Copa, jogo contra a Sérvia, depois, no dia 28, a partida será contra a Suíça, curiosamente, ambas as seleções foram nossas adversárias de grupo em 2018, empatamos com os suíços por 1 x 1 e vencemos os sérvios pelo placar de 2 x 0. Nossa última partida na fase de grupos será contra Camarões, em 02 de dezembro. Daquela feita, ainda enfrentamos a Costa Rica e vencemos por 2 x 0. não foi uma campanha inicial nada empolgante, e dada a coincidência das seleções, mais a similaridade técnica entre Costa Rica e Camarões, talvez tenhamos dificuldades.
Na próxima fase, os classificados do grupo do Brasil enfrentarão os classificados do grupo H, composto por Portugal, Uruguai, Gana e Coreia do Sul. Façamos um exercício em que a lógica se sobressaia, ou seja, Brasil em primeiro lugar do seu grupo enfrentará o segundo colocado do outro grupo, Portugal ou Uruguai. não há escolha, uma ou outra seleção nos imporá um jogo bastante duro.
Claro que podemos imaginar atuações mágicas e é bom mesmo que imaginemos, pois, passando por portugueses ou uruguaios, teremos adiante, e sempre nos pautando pela lógica, Espanha, Alemanha, Bélgica e Croácia, verdadeiros paredões. não nos esqueçamos que em 2018, fomos eliminados pelos belgas, nesta mesma fase. Mas a história há de nos brindar com um adversário que, independente do quanto lute, acabará derrotado, o que nos levará à semifinal.
Na semi da Copa do Qatar, nossos velhos hermanos argentinos ou a seleção da Holanda. Aliás, antes da Copa, ainda jogaremos contra a Argentina, partida válida pelas eliminatórias que acabou suspensa por conta de um curioso entrave: dois jogadores argentinos teriam burlado a exigência da vacina contra a covid 19. Abrindo caminho e despachando os argentinos, com Messi e companhia, a grande final será contra Inglaterra ou França, podendo, a depender dos percursos, ser contra Bélgica ou Portugal.
Como vimos, as projeções não apresentam cenários muito cômodos, mas se trata de Copa do Mundo e não seria diferente. A competição exige muito de todas as equipes e isso só valoriza a conquista. Ademais, o Brasil vem com jogadores muito jovens e talentosos que já a algum tempo estão espantando o mundo com as suas habilidades. Tite está à frente da seleção desde 2016 e tem controle do grupo e uma espinha dorsal já delineada. Alguns jogadores são inquestionáveis e são justamente aqueles que compõem tal coluna. A começar pelo gol, onde Alisson surge como titular, passando pela zaga onde Marquinhos e o veterano Thiago Silva devem figurar, meio campo, no qual Casemiro, Paquetá e Fabinho devem ser titulares, e o ataque, onde hoje não há dúvida, Vinícius Jr, e Neymar. As outras peças são todas ajustáveis, mas importantíssimas.
O hexa é um sonho, mas antes é um projeto. O Brasil está preparado, assim como estão as principais seleções do mundo. É preciso que, para além de habilidade, técnica, tática e espírito coletivo, o Brasil tenha equilíbrio emocional. não venceremos se, ao encararmos nossos adversários, tragamos juntos os fantasmas das últimas eliminações. É quase certo que os adversários sejam os mesmos, diferenciando-se tempo, cenário e muitos dos jogadores presentes em outras edições da Copa. A grande sacada é fazer de cada jogo uma história única, uma consagração em si mesma.